A Universidade Pública e o Parque Tecnológico: um debate necessário e urgente

05/04/2010

Paulo Brack* (30/03/2010)

A proposta de Parque Científico e Tecnológico, que foi encaminhada para o CONSUN-UFRGS no final de 2009, apresenta em sua concepção um conjunto de temas polêmicos que demandam maior debate. Entre estes, salienta-se o objetivo da “melhoria da competitividade de empresas de base tecnológica e a expansão das áreas de base produtiva tradicional” [grifo nosso] bem como o “crescimento de companhias inovadoras de base tecnológica, através de processos associativos e de parcerias (joint-ventures), de atividades de incubação e de impulsão empresarial”. Destaca-se como preocupante também a afirmação: “O parque pode se configurar no entorno da universidade atraído pelas “leis do mercado” aonde as Empresas virão porque lhes é claro o interesse na relação; e/ou, interno à Universidade” [grifo nosso]. Estas matérias estariam dentro da concepção de nossas universidades públicas? Ademais, sendo um espaço público poderia ficar sujeito às “leis de mercado”? Onde estão os estudos de viabilidade ambiental de sua localização e o plano diretor institucional?

Essa discussão é bem importante, entretanto, carecemos de tempo para a realização de um debate mais aprofundado que vislumbre uma proposta mais coerente com a filosofia de nossa instituição.


Calouradas lado B – o outro lado do Parque

25/03/2010

Na semana que vem iniciam as atividades das Calouradas promovidas pelo Fórum por um Parque Tecnológico Alternativo. Serão debates em todos os campi, para o qual foram convidados professores, entidades e movimentos sociais com domínio sobre a temática escolhida. A semana se encerra com a segunda Audiência Pública sobre o Parque, na quarta-feira às 18h no Salão Nobre do Direito. Após isso, os participantes se dirigem para o Luau do Outro Lado do Parque, finalizando em ritmo de festa os três dias de intensos debates.
Participe!

SEGUNDA-FEIRA (29/03)

CAMPUS SAÚDE

18h30 – Pra que serve teu conhecimento: produção, distribuição e financiamento da Pesquisa no Brasil – Debatedores: Bernadete de Menezes (ASSUFRGS), Prof. Sueli Goulart (Administração – UFRGS), Cadori (MST).

Local: Anfiteatro Alfredo Leal – Faculdade de Farmácia

TERÇA-FEIRA (30/03)

ESEF
12h – Apresentação do projeto do Parque e pontos críticos
Local: Em frente ao DAEFI.

CAMPUS DO VALE

14h30 – Tecnologia social e novas formas de produção – Prof. Carlos Schimidt (Núcleo de Economia Alternativa – NEA), Prof. Paulo Brack (Biologia -UFRGS), Saraí Brixsner (Movimento de Pequenos Agricultores)

Local: Sala do Pesquisador,111 (ILEA-prédio do IFCH)

CAMPUS CENTRO
18h30 – Universidade pública e o acesso ao conhecimento.

Debatedores: Glauco Ludwig de Araújo (Fórum por um projeto alternativo de Parque), Bernadete de Menezes (ASSUFRGS), ANDES-SN.

Local: Auditório da Faculdade de Economia

QUARTA-FEIRA (31/03)

CAMPUS CENTRO
12h – Apresentação do projeto do Parque e pontos críticos
Local: Em frente à FACED

18h30 – Audiência Pública para discutir o Parque Tecnológico da UFRGS.

Local: Salão Nobre da Faculdade de Direito (Campus Centro)

22h – 00h LUAU do outro lado do Parque (Espaço CERI-DAECA)

Contribuição: R$1,00


Calouradas lado B – O outro lado do Parque

24/03/2010

Na semana que vem iniciam as atividades das Calouradas promovidas pelo Fórum por um Parque Tecnológico Alternativo. Serão debates em todos os campi, para o qual foram convidados professores, entidades e movimentos sociais com domínio sobre a temática escolhida. A semana se encerra com a segunda Audiência Pública sobre o Parque, na quarta-feira às 18h no Salão Nobre do Direito. Após isso, os participantes se dirigem para o Luau do Outro Lado do Parque, finalizando em ritmo de festa os três dias de intensos debates.
Participe!

CALOURADAS lado B – O outro lado do Parque

SEGUNDA-FEIRA (29/03)

SAÚDE
18h30 – Pra que serve teu conhecimento: produção, distribuição e financiamento da Pesquisa no Brasil – Debatedores: ASSUFRGS, Prof. Sueli Goulart (Administração), MST.
Local: Anfiteatro Alfredo Leal – Faculdade de Farmácia(Campus Saúde)

TERÇA-FEIRA (30/03)

ESEF
12h – Apresentação do projeto do Parque e pontos críticos
Local: Em frente ao DAEFI.

CAMPUS DO VALE
14h30 – Tecnologia social e novas formas de produção – Prof. Carlos Schimidt (Economia), Prof. Paulo Brack (Biologia), Movimento de Pequenos Agricultores – Local: Sala do Pesquisador (ILEA)

CAMPUS CENTRO
18h30 – Universidade pública e o acesso ao conhecimento.
Debatedores: Fórum por um projeto alternativo de Parque, ASSUFRGS, ANDES-SN.
Local: Auditório da Economia

QUARTA-FEIRA (31/03)
CAMPUS CENTRO

18h30 – Audiência Pública para discutir o Parque Tecnológico da UFRGS.
Local: Salão Nobre da Faculdade de Direito (Campus Centro)

22h – LUAU do outro lado do Parque (local a confirmar)


Inicia-se debate público sobre o Parque

22/03/2010

As recentes mobilizações protagonizadas por estudantes, funcionários, professores, movimentos sociais e sindicatos, que questionaram o processo de implementação do Parque Tecnológico, atingiram um objetivo crucial: tornar público o debate sobre sua consolidação. Até então as discussões restringiam-se a alguns setores da universidade, que ignoraram o Novo Código Civil (referentes a temas polêmicos e realização de audiências públicas) para malogro da comunidade acadêmica e sociedade em geral. Temos agora a oportunidade de debater o projeto do Parque Tecnológico da UFRGS e levantar questões relevantes quando o assunto é a universidade e a produção de conhecimento desta para a sociedade.

O debate com a comunidade acadêmica e a sociedade civil se inicia agora!

1ª Audiência Pública sobre o Parque Tecnológico Nesta terça-feira (23/03) às 16hno Auditório do Instituto de Informática

(CAMPUS DO VALE)

Participe!

Postado originalmente em: http://observatoriodoparque.blogspot.com


Lançada camiseta “Protesto não é crime!”

22/03/2010

O Fórum por um projeto alternativo de Parque Tecnológico para a UFRGS iniciou na última sexta-feira a venda de camisetas alertando sobre a repressão ocorrida na manifestação em frente a Reitoria no último dia 5. Com o slogan “protesto não é crime”, os integrantes do Fórum pretendem alertar a Comunidade Universitária sobre a legitimidade das manifestações políticas ocorridas no início do mês e criticar as agressões feitas pela Segurança Universitária e Polícia Federal.

Adquira sua camiseta nos seguintes locais:


Diretório Acadêmico da Enfermagem (DAEE)
Diretório Acadêmico da Educação Física (DAEFI)
Xerox da Clê – Campus do Vale
Diretório Acadêmico da Pedagogia


Sobre o descumprimento do acordo referente ao formato das Audiências Públicas

19/03/2010

Mais uma vez a reitoria da UFRGS dá provas de sua unilateralidade e falta de democracia. Praticamente às vésperas da primeira audiência pública, a ser realizada dia 23 de Março para discutir o Projeto de Parque Tecnológico da UFRGS, o conjunto dos movimentos sociais, estudantil e sindical recebe a informação de que as mesas que presidirão as duas audiências contarão com a presença de nada mais nada menos que as representações do DCE – UFRGS e da ADUFRGS.

Este novo formato, não acordado entre os movimento de base e a reitoria, impõe condições desleais de debate, pois garante à opinião favorável ao projeto oficial de Parque, maior tempo de intervenção e a completa hegemonia na condução dos debates. Além disso, inclui no centro dos acontecimentos duas entidades que se manifestaram contra a abertura da discussão à comunidade acadêmica e à sociedade em geral, que é o caso do DCE e da ADUFRGS. Em se tratando do DCE da UFRGS, é ainda mais absurda a sua presença na mesa, uma vez que desde o inicio deslegitimou o a comissão de negociação formada pelos movimentos e representantes do CONSUN e negando-se a fazer parte dela.

Viemos a público manifestar nosso repúdio a esta atitude unilateral da Reitoria, que resulta, infelizmente, por romper qualquer relação de confiança que nós, movimento Estudantil, Sindical e Social, comprometidos com o andamento saudável das discussões, nos preocupamos em construir ao longo destas três semanas.

Exigimos respeito e o cumprimento do acordo feito na reunião do dia 11 de Março.

Fórum por um projeto alternativo de Parque

Postado originalmente em: http://observatoriodoparque.blogspot.com


Manifestação do Núcleo de Economia Alternativa e da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da UFRGS

16/03/2010

 

              No momento em que foi feita a chamada para discussão sobre o Parque Tecnológico pela SEDETEC, estivemos envolvidos com problemas internos e não tivemos a possibilidade de participar. No entanto, no momento em que a discussão é reaberta e polariza a atenção da comunidade universitária, analisando o projeto gostaríamos de manifestar o que segue:

              A idéia de um espaço de interação científica, tecnológica da Universidade com as diversas formas de atividade produtiva é meritória mas exige um escopo mais amplo do que consta no Projeto do Parque Tecnológico. Infelizmente as referências são sempre ao mercado, à competitividade que reduzem a um único tipo de relação econômica um universo que é bem mais amplo.

              A Universidade está inserida numa sociedade plural, onde o mercado é a relação econômica predominante, mas na medida em que a Universidade é o espaço da inovação e da exploração da fronteira das possibilidades, deve necessariamente se abrir para o que surge na sociedade em termos de novas relações, justamente no momento onde o mercado mostra seus limites tanto na capacidade de sustentar uma economia estável como produzir a inclusão social.

              Tanto no campo quanto na cidade tem surgido de forma ainda incipiente mas vigorosa agentes econômicos que se pautam pela solidariedade, pela cooperação e pelo respeito ao meio-ambiente. Estas atividades são certamente espaços de inovação social e econômica que devem ser apoiadas pela Universidade. A própria constituição brasileira  aponta para a idéia de desenvolvimento inclusivo e com justiça social. Não seria a Universidade um instrumento da sociedade brasileira que deveria promover espaços de inovação onde ela pudesse aportar seus conhecimentos para apoiar as iniciativas dos setores mais desprovidos da sociedade?

              Os últimos trinta anos têm mostrado que o mercado desregulado não tem sido capaz de desenvolver a inclusão social. Assim os excluídos têm buscado formas alternativas de sobrevivência digna nem sempre apoiadas pelo Estado.Baseados nesses considerandos propomos o seguinte:

1)   Que se faça referência explícita numa formulação mais abrangente que o Parque Tecnológico busca prioritariamente o desenvolvimento tecnológico social e humano da sociedade brasileira, balizando assim todos os demais instrumentos que vão regular o funcionamento do Parque Tecnológico.

2)   Que na constituição da gestão do Parque Tecnológico sejam incluídos setores que garantam uma direção compatível com o escopo antes definido, como por exemplo, representantes de trabalhadores, agricultores familiares e participantes dos empreendimentos da Economia Solidária.

3)   Que a semelhança do sistema de cotas que a Universidade dispõe para ampliar o acesso ao ensino superior das maiorias desfavorecidas, o Parque Tecnológico tenha políticas afirmativas em relação aos setores econômicos da sociedade desfavorecidos.

Porto Alegre, 15 de março de 2010.

                                          Carlos Schmidt                                          Gilmar Gomes

                                          Coordenador do NEA                             Coordenador da IT